quinta-feira, 12 de maio de 2011

PASSADO E PRESENTE NAS MENSAGENS

w.,
puxa, guardei umas mensagens suas de trocentos anos!  to reorganizando os arquivos, apagando e somente deixando os seus poemas num arquivo separado.
nossa, to pensando numa mensagem q vc me mandou, no passado, dizendo que estava doente, internado por causa daqueles problemas tristes e do tamanho das dores que sentia, sem saber se sobreviveria. lembra?

w., sabe de uma coisa? to feliz pq vc ta vivo!!! eu devo ter mérito com o pessoal lá do andar de cima pq deixaram meu amigo aqui por mais tempo só pra eu curtir os papos com ele. quanto aos seus méritos, tenho certeza de q vc tem um monte de pontos no caderninho de deus. vc sobreviveu, menino, pra ficar mais tempo nesse lugar lindo onde vivemos.
mas to achando vc mto caladinho ultimamente (ou eu to mto falante?) - pode ser a pílula da emília fazendo efeito em mim.
bjbjbj
 
Oi, Amada, boa noite, querida...

então, esse email é tão velho, não????? desse problema fiquei bom e nunca mais tive....
puxa vida...

será que tenho pontos positivos com Deus?
eu sempre faço exame de consciência, e nele vejo que na balança do juízo divino pende mais as coisas ruins que fiz do que as boas.
tomara que vc tenha razão porque penso que logo estarei lá prestando contas..
enfim...

eu acho que são as duas coisas amadas acontecendo, eu estou caladinho e você falante..rssssss

pois é...

segunda feira foi o aniversário de minha irmã caçula, e a pé fui à casa dela dar um abraço.
na volta vim pensando, pensando, pensando....
e escrevi esta poesia, até porque tenho sonhado muito com meus pais....
sabe-se lá  por quê... acho que é vontade imensa de ser recebido por eles, lá do outro lado...
olhe ela aí...
MEU PAI, MEU POETA!
Oswaldo Antônio Begiato

Meu pai foi poeta sem nunca ter escrito um único verso.
Poeta do amor mais puro e profundo que já vi.

No dia em que completei trinta anos
mandou buscar para minha mãe a orquídea mais bonita de Jundiaí.
O cartão dizia que há trinta anos ela o tinha feito, pela primeira vez,
o homem mais feliz do mundo
(sou o primeiro filho deles).
Minha mãe disse com todo encanto do mundo:
- Como você é bobo, Milton! E riram um riso casto.

Minha irmã caçula, depois de onze outros partos de minha mãe,
nasceu no dia nove de maio de mil novecentos e setenta e um
(dia das Mães, naquele ano).

Meu pai deu a ela o mesmo nome de minha mãe Regina – Rainha.
Quando chegou com a certidão de nascimento em casa
minha mãe com o mesmo encanto de sempre disse:
- Como você é bobo, Milton! E riram um riso casto.

Quando estou muito triste gosto de imaginar
o quanto de poesia ele fez entre o primogênito e a caçula deles. E rio. Apenas rio.
Com eles aprendi que poetas são bobos.

(Jundiaí, em 9 de maio de 2011)
quando eu tiver inspiração vou lá no blog escrever.
não espere isso, vai escrevendo quando lhe der na telha, não me incomodo...
se cuide, amada...bjos.w


 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário